Nunca
Porque mentiria dizendo que te esqueci?
Se no auge de nossas loucuras taciturnas
Me deixas-te a palavrear estrelas solitárias no fim
Da cidade deserta na rua vazia das casas escuras
Não há razão em parar de pensar em você
Você que tantas primaveras me floriu de beijos
O sentido foge quando imagino perder
Mas, como perder o que nunca foi meu? Desejos...
Você eu nós nunca jamais!
Eu e você... Ilusões derramadas, sangue fora das veias
Borboleta no casulo, presa fácil de animais
Rancor? Sim! Porque? Estou presa em teias
Nenhum culpado nenhum inocente

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